Na mídia,
notícias sobre calor extremo são constantes. Por exemplo: 2024 foi o ano mais
quente já registrado; o Rio Grande do Sul, recentemente, registrou temperaturas
extremamente altas, acima de 40 °C; na América do Sul, o número de mortes
relacionadas ao calor aumentou 160% entre 2018-2022; os efeitos na saúde são
marcantes: entre 2000 e 2019, cerca de 489.000 mortes relacionadas ao calor
ocorreram a cada ano no mundo. E por aí vai.
Esse é um assunto extremamente sério e preocupante. No entanto, José
Simão, colunista da Folha, consegue abordá-lo de maneira divertida. No artigo
“70 °C? Vou virar torresmo!” escreveu
que mora em um país tropical, mas não tem uma nega chamada Tereza. Que em
fevereiro avisaram que a sensação térmica poderia chegar a 70 °C, então o mês
deveria se chamar “fervereiro” . E que grau já era, vale agora é a sensação térmica, aquela
sensação de quero ficar pelado. Conta que o marido perguntou pra mulher: -“Se
eu dormir no terraço pelado o que os vizinhos vão dizer?” A mulher respondeu: -“Que eu casei com você
por dinheiro”. Rarará! Comenta que a nossa pele vai fritar, virar torresmo e
vamos todos morrer de overdose de suor. E o Brasil vai derreter e virar uma
poça de suor, a chamada frente frita. A gente acorda pra torrar! O calor é
tanto que o poste da rua de um amigo dele pegou fogo sozinho. E ele também pegou fogo
sozinho! Fala que não são as calotas polares que estão derretendo, são as
calotas do seu carro! E conta de um cartaz onde estava escrito: “ Faz merda
não, hein! Sensação de 60 °C na praia, imagina na cadeia!” Deseja até mesmo ir
para o inferno, onde é mais fresquinho. Argumenta que o traje oficial do
Brasil, daqui pra frente, será bermudão e chinelo! Conta que o presídio da
Papuda, onde estão ensaiando as marchinhas “Unidos da Papuda” e “Me dá um golpe
aí”, já é chamada de Nova Dubai: muito quente e cheia de milionários! Conclui
que o bom mesmo é dormir na gôndola de congelados do Pão de Açúcar, de
conchinha com um chester!
Além do mundo
todo, há pessoas derretendo, mas não pelo calor. Li esta noticia : “O Lula está
derretendo, reflexo da indignação das pessoas. Os partidos de centro já
começaram a pular fora”. Ah, e sobre o Lula, José Simão escreveu : “Lula diz
para o povo parar de comprar o que está caro, e supermercados dão férias
coletivas. Rarará! E o preço do ovo? O problema do Lula não é o mercado, é o
supermercado!”
Bem,
brincadeiras à parte, o problema do aquecimento global é muito sério. Cada qual
precisa fazer a sua parte, com ações dentro da possibilidade de cada um. Por exemplo, nas cidades, as ilhas de calor
urbano com pouca vegetação e dominadas por asfalto, retêm o calor. Que tal
plantar uma árvore na calçada e cuidar dela com carinho? Em áreas de pobreza e
habitação precária, as escolas geralmente não têm ar condicionado, o que torna
as crianças mais vulneráveis aos efeitos do calor. Que tal doar um ar condicionado
para uma escola carente?
Enfim, mitigar os efeitos do calor extremo
exigem ações globais, locais e individuais. Todos nós devemos fazer a nossa
parte. Caso contrário, vamos mesmo virar torresmo, daqueles bem crocantes e
moreninhos.
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